Colégio Estadual Sofia Mascarenhas
Grupo: Layla, Mateus, Micaele, Raiane e Rebeca
Profª: Elizabete Série: 1º A Turno: Matutino
Gottfried Wilhelm von Leibniz
DADOS PESSOAIS
O matemático e filósofo alemão Gottfried Wilhelm von Leibniz, nasceu em 1º de julho de 1646, e morreu em 14 de novembro de 1716. Foi um gênio universal e um fundador da ciência moderna.
Era o filho de Friedrich Leibniz, um professor de filosofia moral em Leipzig. Uma juventude precoce, Leibniz aprendeu sozinho o latim e algum grego aos 12 anos de idade, podendo então ler os livros na biblioteca de seu pai.
Sua mãe chamava-se Catharina Schanuck, filha de um advogado e terceira esposa de Friedrich.
Leibniz foi criado praticamente pela mãe, pois seu pai morreu quando ainda tinha seis anos de idade. Aos sete anos entrou para a escola Nicolai em Leipzig, onde se notabilizou pela sua dedicação e empenho.
A ele é atribuída a criação do termo “função” (1694), que usou para descrever uma quantidade relacionada a uma curva, como, por exemplo, a inclinação ou um ponto qualquer situado nela. É creditado a Leibniz o desenvolvimento de cálculo moderno, em particular o desenvolvimento da Integral e da Regra do Produto. Demonstrou genialidade também nos campos da lei, religião, política, história, literatura, lógica, metafísica e filosofia.
PERÍODO ESCOLAR
Aos sete anos, Leibniz entrou para a Escola Nicolai em Leipzig, onde aprendeu latim. No entanto, aos 12 anos Leibniz possuía já conhecimentos avançados de latim e grego, pois tinha começado a estudar estas línguas desde muito novo e por sua própria iniciativa, talvez motivado pelo fato de querer ler e compreender os livros escritos por seu pai.
Na escola, foi-lhe também ensinado a Lógica de Aristóteles e a Teoria de categorização do conhecimento. Leibniz não ficou satisfeito com o sistema desenvolvido por Aristóteles e, por isso, começou a desenvolver e aperfeiçoar as suas próprias idéias. Mais tarde, Leibniz reconheceu que, nesta época, estava a tentar encontrar uma ordem nas verdades lógicas que, embora ele não soubesse na altura, eram as idéias por trás das demonstrações matemáticas rigorosas.
A par do estudo escolar, Leibniz estudou os livros do pai e leu em particular, livros sobre metafísica e sobre teologia, quer descritores Católicos, quer descritores Protestantes.
Em 1661, com 14 anos, Leibniz entrou para a Universidade de Leipzig. Esta Universi-dade era bastante conceituada em relação à cadeira de Filosofia, mas pelo contrário, o ensino de Matemática que lá se praticava era considerada muito pobre.
Em 1663 ingressa na Universidade de Leipzig, como estudante de Direito. Em 1666 obtém o grau de doutor em direito, em Nuremberg, pelo ensaio prenunciando uma das mais importantes doutrinas da posterior filosofia. Nessa época afilia-se à Sociedade Rosacruz, da qual seria secretário durante dois anos.
Depois, nesse mesmo ano, Leibniz foi para Sena fazer o semestre de Verão. Em Sena, Erhard Weigel, que era também filósofo, foi o seu professor de matemática e, através dele, Leibniz começou a perceber a importância do método da demonstração Matemática em assun-tos como a lógica e a filosofia. Weigel acreditava que o número era o conceito fundamental do universo e estas suas ideias tiveram uma influência considerável em Leibniz.
Em Outubro de 1663, Leibniz voltou a Leipzig onde começou o seu doutoramento em direito. Foi-lhe atribuído o grau de Mestre em Filosofia por uma dissertação que combinava aspectos da filosofia e do direito, estudando relações destes assuntos com ideias matemáticas que Leibniz tinha desenvolvido com Weigel. Poucos dias após a apresentação dessa disserta-ção, a mãe de Leibiniz faleceu. Após ter conseguido o grau de bacharelato em direito, Leibniz dedicou-se à sua formação em Filosofia. No seu trabalho “Dissertatiode arte combinatoria” (“Dissertação em arte combinatória”), publicado em 1666, Leibniz tentava reduzir todos os raciocínios e descobertas a uma combinação de elementos básicos, tais como números, letras, sons e cores.
Apesar da sua crescente reputação e reconhecidas capacidades, foi-lhe negado o dou-toramento em Leipzig, que não se sabe, na verdade, porque aconteceu. Leibniz foi, então, para a Universidade de Altdorf, onde recebeu o doutoramento em direito em Fevereiro de 1667, pela sua dissertação "De Casibus Perplexis”. Leibniz recusou ficar responsável por uma cadeira em Altdorf e tornou-se secretário da Sociedade de Alquimia de Nuremberg durante uns tempos.
CONTEXTO SÓCIO-POLÍTICO EM QUE ESTEVE ENVOLVIDOEm Nuremberg, filiou-se à Sociedade Rosa-Cruz. O ingresso nessa Sociedade valeu-lhe uma pensão e, ao que tudo indica, permitiu que ele se iniciasse na vida política.
A partir de então, a vida de Leibniz, segundo o historiador Windelband, apresenta muitas semelhanças com a de Bacon: Leibniz sabia mover-se agilmente em meio às intrigas da corte a fim de realizar seus grandes planos, sendo dotado também daquela "ardente ambição que levara Bacon à ruína".
Em 1667, Leibniz dedicou ao príncipe-eleitor de Mogúncia um trabalho no qual mos-trava a necessidade de uma filosofia e uma aritmética do direito e uma tabela de correspon-dência jurídica. Por causa desse trabalho, foi convidado para fazer a revisão do "corpus juris latini".
Em 1670, foi nomeado conselheiro da Alta Corte de Justiça de Mogúncia. Com esse tí-tulo, Leibniz foi encarregado de uma missão em Paris, em 1672. Pretendia convencer o rei Luís XIV a conquistar o Egito, aniquilando, assim, a Turquia e protegendo a Europa das inva-sões "bárbaras". Esperava, desse modo, desviar as atenções do rei e evitar que ele utilizasse sua potência militar contra a Alemanha. Seu projeto foi rejeitado, mas os três anos de estada em Paris não lhe foram inúteis. Entrou em contato com alguns dos mais conhecidos intelectuais da época: Arnauld (1612-1694), Huygens (1629-1695). Em 1676, Leibniz descobriu o cálculo diferencial, situando-se entre os maiores matemáticos da época.
Em 1676, Leibniz encontra-se em Amsterdam com Espinosa, com quem discute pro-blemas metafísicos. No mesmo ano torna-se bibliotecário-chefe em Hanôver, cidade na qual passaria ao restantes quarenta anos de sua vida. Saiu de Hanôver apenas para percorrer, du-rante três anos, a Alemanha e a Itália, realizando pesquisas em bibliotecas e arquivos destina-das a fundamentar suas missões diplomáticas.
Em 1711, viajou para a Rússia a fim de propor ao czar Pedro, o Grande, um plano de organização civil e moral para o país. Em seguida, esteve em Viena, onde conheceu o príncipe Eugênio de Savóia, ao qual dedicaria a Monadologia. Nessa época, realizou seus principais trabalhos filosóficos.
De volta a Hanôver, Leibniz encontrou diminuído seu prestígio, com a morte de sua protetora, a princesa Sofia, apesar de ter sido um dos maiores responsáveis para que Hanôver se trans-formasse em eleitorado e para que fosse criada a Academia de Ciências de Berlim. Relativa-mente esquecido e isolado dos assuntos públicos, Leibniz veio a falecer a 14 de novembro de 1716.
PRODUÇÃO MATEMÁTICA
Desde muito cedo, teve contato, na biblioteca paterna, com filósofos e escritores anti-gos, como Platão (428-347 a.C.), Aristóteles (384-322 a.C.) e Virgílio (c. 70-19 a.C.), e com a filosofia e a teologia escolásticas. Aos quinze anos começou a ler Bacon (1561-1626), Hobbes (1588-1679), Galileu (1564-1642) e Descartes (1596-1650), passando a dedicar-se às mate-máticas. Ainda aluno da Universidade de Leipzig, escreveu, em 1663, um trabalho sobre o princípio da individuação; depois foi para Jena, a fim de seguir os cursos do matemático E-hrard Wigel. Desde essa época, Leibniz se preocupou em vincular a filosofia às matemáticas escrevendo uma Dissertação Sobre a Arte Combinatória. Nesse trabalho procurou encontrar para a filosofia leis tão certas quanto às matemáticas e esboçou as premissas do cálculo dife-rencial, que inventaria ao mesmo tempo em que Newton. Por outro lado, no estudo da lógica aristotélica, Leibniz encontrou os elementos que o levaram à idéia de uma análise combinatória filosófica, vislumbrando a possibilidade de cria um alfabeto dos pensamentos humanos, com o qual tudo poderia ser descoberto.
A partir daí, a Matemática estaria bastante presente nas descobertas de Leibniz. Em outra posterior visita a Londres, ele teria levado uma máquina de calcular, de sua invenção. Uma das inúmeras contribuições de Leibniz à Matemática foi o estudo da aritmética binária, que segundo ele, havia sido utilizada pelos chineses e estaria presente no livro I Ching.
Como aconteceu com Newton, o estudo de séries infinitas foi muito importante no iní-cio de suas descobertas. Relacionando otriângulo de Pascal e o triângulo harmônico, Leibniz percebeu uma maneira de encontrar o resultado de muitas séries infinitas convergentes. A essa altura, ele voltou-se para o trabalho de Blaise Pascal - Traitédessinusdu quart de cercle que lhe teria dado um importante insight: a determinação da tangente a uma curva dependia das diferenças das abscissas e ordenadas na medida em que essas se tornassem infinitamente pe-quenas e que a quadratura, isto é a área, dependia da soma das ordenadas ou retângulos infini-tamente finos.
Esse insight levaria Leibniz em 1676 a chegar às mesmas conclusões a que havia che-gado Newton alguns anos antes: ele tinha em mãos um método muito importante devido a sua abrangência. Independente de uma função ser racional ou irracional, algébrica ou transcen-dente - termo criado por Leibniz - as operações de encontrar "somas" (integrais) ou "diferen-ças" (diferenciais) poderiam ser sempre aplicadas. O destino havia reservado a Leibniz a tarefa de elaborar uma notação apropriada para estas operações, assim como a nomenclatura - Cálculo Diferencial e Cálculo Integral - ambas utilizadas atualmente.
O primeiro trabalho sobre Cálculo Diferencial foi publicado por Leibniz em 1684, antes mesmo do que Newton, sob o longo título Novamethodus pro maximis et minimis, itemque-tangentibus, quanecirrationalesquantitatesmoratur . Nesse trabalho apareceram as fórmulas:
d(xy) = xdy + ydx (derivada do produto)
d(x/y) = (ydx - xdy)/y2 (derivada do quociente)
dxn = nxn-1
Dois anos mais tarde, Leibniz publicaria no periódico Acta Eruditorum, um trabalho sobre o Cálculo Integral. Nesse trabalho, apresenta-se o problema da quadratura como um caso especial do método do inverso das tangentes.
Além do Cálculo, Leibniz contribuiu para outras áreas da Matemática. Foi ele quem generalizou o teorema do binômio em Teorema do Multinômio, para expansões do tipo (x + y + z)n. A primeira referência do método dos determinantes no mundo ocidental também foi feita por ele. Leibniz reelaborou e desenvolveu o conceito de lógica simbólica. Contribuiu também para a teoria de probabilidades e a análise combinatória.
O peso das descobertas e contribuições de Leibniz para o Cálculo e para a Matemática como um todo é tão grande que outras importantes áreas de atuação freqüentemente são dei-xadas de lado. Não obstante Leibniz é considerado também um dos sete filósofos modernos mais importantes.
Em Física, Leibniz acabou negando a teoria da gravitação de Newton, pois acreditava que nenhum corpo podia entrar em movimento "naturalmente", a não ser através do contato com outro corpo que o impulsionaria. Ele também rejeitou os conceitos newtonianos de espaço e tempo absolutos. Junto com Huygens, Leibniz desenvolveu o conceito de energia cinética. Apesar de tudo, as suas contribuições para a ciência foram de certa forma obscurecidas por aquelas de Newton. Isto, entretanto, não o faz menos importante de Newton na descoberta do Cálculo. Na realidade Leibniz e Newton foram os dois maiores protagonistas na descoberta desta poderosa ferramenta matemática, o Cálculo.
Os trabalhos mais importante de Leibniz são: o de Essais Theodicee (1710) em que muito de sua filosofia geral é achada, e o Monadology (1714).
É sabido que Leibniz era capaz de ficar sentado na mesma cadeira por vários dias pen-sando. Era um trabalhador incansável, um correspondente universal - ele tinha mais de 600 correspondentes. Era patriota, cosmopolita e um dos gênios mais influentes da civilização ocidental. Em julho de 1716 adoeceu, ficou então de cama até a sua morte, dia 14 de novem-bro em Hannover, Alemanha.
REFERÊNCIAS:
O matemático e filósofo alemão Gottfried Wilhelm von Leibniz, nasceu em 1º de julho de 1646, e morreu em 14 de novembro de 1716. Foi um gênio universal e um fundador da ciência moderna.
Era o filho de Friedrich Leibniz, um professor de filosofia moral em Leipzig. Uma juventude precoce, Leibniz aprendeu sozinho o latim e algum grego aos 12 anos de idade, podendo então ler os livros na biblioteca de seu pai.
Sua mãe chamava-se Catharina Schanuck, filha de um advogado e terceira esposa de Friedrich.
Leibniz foi criado praticamente pela mãe, pois seu pai morreu quando ainda tinha seis anos de idade. Aos sete anos entrou para a escola Nicolai em Leipzig, onde se notabilizou pela sua dedicação e empenho.
A ele é atribuída a criação do termo “função” (1694), que usou para descrever uma quantidade relacionada a uma curva, como, por exemplo, a inclinação ou um ponto qualquer situado nela. É creditado a Leibniz o desenvolvimento de cálculo moderno, em particular o desenvolvimento da Integral e da Regra do Produto. Demonstrou genialidade também nos campos da lei, religião, política, história, literatura, lógica, metafísica e filosofia.
PERÍODO ESCOLAR
Aos sete anos, Leibniz entrou para a Escola Nicolai em Leipzig, onde aprendeu latim. No entanto, aos 12 anos Leibniz possuía já conhecimentos avançados de latim e grego, pois tinha começado a estudar estas línguas desde muito novo e por sua própria iniciativa, talvez motivado pelo fato de querer ler e compreender os livros escritos por seu pai.
Na escola, foi-lhe também ensinado a Lógica de Aristóteles e a Teoria de categorização do conhecimento. Leibniz não ficou satisfeito com o sistema desenvolvido por Aristóteles e, por isso, começou a desenvolver e aperfeiçoar as suas próprias idéias. Mais tarde, Leibniz reconheceu que, nesta época, estava a tentar encontrar uma ordem nas verdades lógicas que, embora ele não soubesse na altura, eram as idéias por trás das demonstrações matemáticas rigorosas.
A par do estudo escolar, Leibniz estudou os livros do pai e leu em particular, livros sobre metafísica e sobre teologia, quer descritores Católicos, quer descritores Protestantes.
Em 1661, com 14 anos, Leibniz entrou para a Universidade de Leipzig. Esta Universi-dade era bastante conceituada em relação à cadeira de Filosofia, mas pelo contrário, o ensino de Matemática que lá se praticava era considerada muito pobre.
Em 1663 ingressa na Universidade de Leipzig, como estudante de Direito. Em 1666 obtém o grau de doutor em direito, em Nuremberg, pelo ensaio prenunciando uma das mais importantes doutrinas da posterior filosofia. Nessa época afilia-se à Sociedade Rosacruz, da qual seria secretário durante dois anos.
Depois, nesse mesmo ano, Leibniz foi para Sena fazer o semestre de Verão. Em Sena, Erhard Weigel, que era também filósofo, foi o seu professor de matemática e, através dele, Leibniz começou a perceber a importância do método da demonstração Matemática em assun-tos como a lógica e a filosofia. Weigel acreditava que o número era o conceito fundamental do universo e estas suas ideias tiveram uma influência considerável em Leibniz.
Em Outubro de 1663, Leibniz voltou a Leipzig onde começou o seu doutoramento em direito. Foi-lhe atribuído o grau de Mestre em Filosofia por uma dissertação que combinava aspectos da filosofia e do direito, estudando relações destes assuntos com ideias matemáticas que Leibniz tinha desenvolvido com Weigel. Poucos dias após a apresentação dessa disserta-ção, a mãe de Leibiniz faleceu. Após ter conseguido o grau de bacharelato em direito, Leibniz dedicou-se à sua formação em Filosofia. No seu trabalho “Dissertatiode arte combinatoria” (“Dissertação em arte combinatória”), publicado em 1666, Leibniz tentava reduzir todos os raciocínios e descobertas a uma combinação de elementos básicos, tais como números, letras, sons e cores.
Apesar da sua crescente reputação e reconhecidas capacidades, foi-lhe negado o dou-toramento em Leipzig, que não se sabe, na verdade, porque aconteceu. Leibniz foi, então, para a Universidade de Altdorf, onde recebeu o doutoramento em direito em Fevereiro de 1667, pela sua dissertação "De Casibus Perplexis”. Leibniz recusou ficar responsável por uma cadeira em Altdorf e tornou-se secretário da Sociedade de Alquimia de Nuremberg durante uns tempos.
CONTEXTO SÓCIO-POLÍTICO EM QUE ESTEVE ENVOLVIDOEm Nuremberg, filiou-se à Sociedade Rosa-Cruz. O ingresso nessa Sociedade valeu-lhe uma pensão e, ao que tudo indica, permitiu que ele se iniciasse na vida política.
A partir de então, a vida de Leibniz, segundo o historiador Windelband, apresenta muitas semelhanças com a de Bacon: Leibniz sabia mover-se agilmente em meio às intrigas da corte a fim de realizar seus grandes planos, sendo dotado também daquela "ardente ambição que levara Bacon à ruína".
Em 1667, Leibniz dedicou ao príncipe-eleitor de Mogúncia um trabalho no qual mos-trava a necessidade de uma filosofia e uma aritmética do direito e uma tabela de correspon-dência jurídica. Por causa desse trabalho, foi convidado para fazer a revisão do "corpus juris latini".
Em 1670, foi nomeado conselheiro da Alta Corte de Justiça de Mogúncia. Com esse tí-tulo, Leibniz foi encarregado de uma missão em Paris, em 1672. Pretendia convencer o rei Luís XIV a conquistar o Egito, aniquilando, assim, a Turquia e protegendo a Europa das inva-sões "bárbaras". Esperava, desse modo, desviar as atenções do rei e evitar que ele utilizasse sua potência militar contra a Alemanha. Seu projeto foi rejeitado, mas os três anos de estada em Paris não lhe foram inúteis. Entrou em contato com alguns dos mais conhecidos intelectuais da época: Arnauld (1612-1694), Huygens (1629-1695). Em 1676, Leibniz descobriu o cálculo diferencial, situando-se entre os maiores matemáticos da época.
Em 1676, Leibniz encontra-se em Amsterdam com Espinosa, com quem discute pro-blemas metafísicos. No mesmo ano torna-se bibliotecário-chefe em Hanôver, cidade na qual passaria ao restantes quarenta anos de sua vida. Saiu de Hanôver apenas para percorrer, du-rante três anos, a Alemanha e a Itália, realizando pesquisas em bibliotecas e arquivos destina-das a fundamentar suas missões diplomáticas.
Em 1711, viajou para a Rússia a fim de propor ao czar Pedro, o Grande, um plano de organização civil e moral para o país. Em seguida, esteve em Viena, onde conheceu o príncipe Eugênio de Savóia, ao qual dedicaria a Monadologia. Nessa época, realizou seus principais trabalhos filosóficos.
De volta a Hanôver, Leibniz encontrou diminuído seu prestígio, com a morte de sua protetora, a princesa Sofia, apesar de ter sido um dos maiores responsáveis para que Hanôver se trans-formasse em eleitorado e para que fosse criada a Academia de Ciências de Berlim. Relativa-mente esquecido e isolado dos assuntos públicos, Leibniz veio a falecer a 14 de novembro de 1716.
PRODUÇÃO MATEMÁTICA
Desde muito cedo, teve contato, na biblioteca paterna, com filósofos e escritores anti-gos, como Platão (428-347 a.C.), Aristóteles (384-322 a.C.) e Virgílio (c. 70-19 a.C.), e com a filosofia e a teologia escolásticas. Aos quinze anos começou a ler Bacon (1561-1626), Hobbes (1588-1679), Galileu (1564-1642) e Descartes (1596-1650), passando a dedicar-se às mate-máticas. Ainda aluno da Universidade de Leipzig, escreveu, em 1663, um trabalho sobre o princípio da individuação; depois foi para Jena, a fim de seguir os cursos do matemático E-hrard Wigel. Desde essa época, Leibniz se preocupou em vincular a filosofia às matemáticas escrevendo uma Dissertação Sobre a Arte Combinatória. Nesse trabalho procurou encontrar para a filosofia leis tão certas quanto às matemáticas e esboçou as premissas do cálculo dife-rencial, que inventaria ao mesmo tempo em que Newton. Por outro lado, no estudo da lógica aristotélica, Leibniz encontrou os elementos que o levaram à idéia de uma análise combinatória filosófica, vislumbrando a possibilidade de cria um alfabeto dos pensamentos humanos, com o qual tudo poderia ser descoberto.
A partir daí, a Matemática estaria bastante presente nas descobertas de Leibniz. Em outra posterior visita a Londres, ele teria levado uma máquina de calcular, de sua invenção. Uma das inúmeras contribuições de Leibniz à Matemática foi o estudo da aritmética binária, que segundo ele, havia sido utilizada pelos chineses e estaria presente no livro I Ching.
Como aconteceu com Newton, o estudo de séries infinitas foi muito importante no iní-cio de suas descobertas. Relacionando otriângulo de Pascal e o triângulo harmônico, Leibniz percebeu uma maneira de encontrar o resultado de muitas séries infinitas convergentes. A essa altura, ele voltou-se para o trabalho de Blaise Pascal - Traitédessinusdu quart de cercle que lhe teria dado um importante insight: a determinação da tangente a uma curva dependia das diferenças das abscissas e ordenadas na medida em que essas se tornassem infinitamente pe-quenas e que a quadratura, isto é a área, dependia da soma das ordenadas ou retângulos infini-tamente finos.
Esse insight levaria Leibniz em 1676 a chegar às mesmas conclusões a que havia che-gado Newton alguns anos antes: ele tinha em mãos um método muito importante devido a sua abrangência. Independente de uma função ser racional ou irracional, algébrica ou transcen-dente - termo criado por Leibniz - as operações de encontrar "somas" (integrais) ou "diferen-ças" (diferenciais) poderiam ser sempre aplicadas. O destino havia reservado a Leibniz a tarefa de elaborar uma notação apropriada para estas operações, assim como a nomenclatura - Cálculo Diferencial e Cálculo Integral - ambas utilizadas atualmente.
O primeiro trabalho sobre Cálculo Diferencial foi publicado por Leibniz em 1684, antes mesmo do que Newton, sob o longo título Novamethodus pro maximis et minimis, itemque-tangentibus, quanecirrationalesquantitatesmoratur . Nesse trabalho apareceram as fórmulas:
d(xy) = xdy + ydx (derivada do produto)
d(x/y) = (ydx - xdy)/y2 (derivada do quociente)
dxn = nxn-1
Dois anos mais tarde, Leibniz publicaria no periódico Acta Eruditorum, um trabalho sobre o Cálculo Integral. Nesse trabalho, apresenta-se o problema da quadratura como um caso especial do método do inverso das tangentes.
Além do Cálculo, Leibniz contribuiu para outras áreas da Matemática. Foi ele quem generalizou o teorema do binômio em Teorema do Multinômio, para expansões do tipo (x + y + z)n. A primeira referência do método dos determinantes no mundo ocidental também foi feita por ele. Leibniz reelaborou e desenvolveu o conceito de lógica simbólica. Contribuiu também para a teoria de probabilidades e a análise combinatória.
O peso das descobertas e contribuições de Leibniz para o Cálculo e para a Matemática como um todo é tão grande que outras importantes áreas de atuação freqüentemente são dei-xadas de lado. Não obstante Leibniz é considerado também um dos sete filósofos modernos mais importantes.
Em Física, Leibniz acabou negando a teoria da gravitação de Newton, pois acreditava que nenhum corpo podia entrar em movimento "naturalmente", a não ser através do contato com outro corpo que o impulsionaria. Ele também rejeitou os conceitos newtonianos de espaço e tempo absolutos. Junto com Huygens, Leibniz desenvolveu o conceito de energia cinética. Apesar de tudo, as suas contribuições para a ciência foram de certa forma obscurecidas por aquelas de Newton. Isto, entretanto, não o faz menos importante de Newton na descoberta do Cálculo. Na realidade Leibniz e Newton foram os dois maiores protagonistas na descoberta desta poderosa ferramenta matemática, o Cálculo.
Os trabalhos mais importante de Leibniz são: o de Essais Theodicee (1710) em que muito de sua filosofia geral é achada, e o Monadology (1714).
É sabido que Leibniz era capaz de ficar sentado na mesma cadeira por vários dias pen-sando. Era um trabalhador incansável, um correspondente universal - ele tinha mais de 600 correspondentes. Era patriota, cosmopolita e um dos gênios mais influentes da civilização ocidental. Em julho de 1716 adoeceu, ficou então de cama até a sua morte, dia 14 de novem-bro em Hannover, Alemanha.
REFERÊNCIAS:
CATANI, D. B. Práticas de Formação e Ofício
Docente. In: BUENO, B. O.a; Catani, Denice Bárbara; Sousa, Cyntia Pereira de
Sousa (org). A Vida e o Ofício dos Professores: formação contínua,
autobiografia e pesquisa em colaboração. São Paulo: Escrituras, 1998. Cap. 2,
p.21-29.
FARIA, A. F. Narrativas autobiográficas: reflexões a partir do cotidiano escolar e da prática docente em educação física. Ibirité: Instituto Superior de Educação Anísio Teixeira: Fundação Helena Antipoff, 2009. 65 f. Monografia (Pós-graduação) – Programa de Pós-graduação em Educação Física Escolar, Ibirité, 2009.
LEIBNIZ, Gottfried W. A Monadologia. Tradução de Marilena de Souza Chauí Berlinck; Luiz João Baraúna. São Paulo: Abril Cultural, 1974. P.63-402. Os Pensadores XIX.
MUELLER, F.L. História da Psicologia, vol.89 de Atualidades Pedagógicas, Cia Editora Nacional: SP, 1978.
SEVERINO, A. J. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1992.
SOUZA, Elizeu Clementino de. A formação como processo de conhecimento: histórias de vida e abordagem (auto) biográfica. In: BRAGANÇA, Inês Ferreira de Souza; ARAÚJO, Maice da Silva; ALVARENGA, Márcia S. e MAURÍCIO, Lúcia Velloso – Vozes da Educação: Memórias, histórias e formação de professores. Rio de Janeiro: DP et alli, 2008, pp. 85/102.
RENAUT, Alain. O indivíduo: reflexão acerca da filosofia do sujeito. Tradução de Elena Gaidano. Rio de Janeiro: DIFEL, 1998.
ROSENFELD, A. O Pensamento psicológico. São Paulo: Perspectiva, 1984.
FARIA, A. F. Narrativas autobiográficas: reflexões a partir do cotidiano escolar e da prática docente em educação física. Ibirité: Instituto Superior de Educação Anísio Teixeira: Fundação Helena Antipoff, 2009. 65 f. Monografia (Pós-graduação) – Programa de Pós-graduação em Educação Física Escolar, Ibirité, 2009.
LEIBNIZ, Gottfried W. A Monadologia. Tradução de Marilena de Souza Chauí Berlinck; Luiz João Baraúna. São Paulo: Abril Cultural, 1974. P.63-402. Os Pensadores XIX.
MUELLER, F.L. História da Psicologia, vol.89 de Atualidades Pedagógicas, Cia Editora Nacional: SP, 1978.
SEVERINO, A. J. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1992.
SOUZA, Elizeu Clementino de. A formação como processo de conhecimento: histórias de vida e abordagem (auto) biográfica. In: BRAGANÇA, Inês Ferreira de Souza; ARAÚJO, Maice da Silva; ALVARENGA, Márcia S. e MAURÍCIO, Lúcia Velloso – Vozes da Educação: Memórias, histórias e formação de professores. Rio de Janeiro: DP et alli, 2008, pp. 85/102.
RENAUT, Alain. O indivíduo: reflexão acerca da filosofia do sujeito. Tradução de Elena Gaidano. Rio de Janeiro: DIFEL, 1998.
ROSENFELD, A. O Pensamento psicológico. São Paulo: Perspectiva, 1984.
do outro a sua
própria felicidade. ’’
Gottfried Leibniz

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